“Se são militares que formam na vanguarda do movimento de regeneração política do Brasil, é porque suas armas lhes davam a possibilidade de agir; e não estava ainda em condições de substituí-los a ação das massas populares, desorganizadas e politicamente inativas. Os ‘tenentes’ assumirão por isso a liderança da revolução brasileira.” (Prefácio, in MOREIRA LIMA, Lourenço. A Coluna Prestes – marchas e combates. 3ª ed., S.P., Alfa-Omega, 1979, p. 14.)
Durante dois anos e meio (1925-1927), movimento tenentista sulista caminhou pelo interior do país, liderado por Luiz Carlos Prestes.
Tudo começou com o Tenentismo, movimento social de caráter político-militar que ocorreu no Brasil na década de 20, organizado principalmente pelos tenentes durante a República Oligárquica. Governo esse que se concentrava nas mãos da privilegiada elite cafeeira, mais precisamente os cafeicultores paulistas.
Os tenentistas promoveram diversas revoltas, e dentre elas, uma grande levante surgiu e foi denominada Coluna Prestes, movimento valoroso que fazia forte oposição a República Velha, expressão utilizada também para denominar esse período.
Em 28 de outubro de 1924 Luiz Carlos Prestes, idealizador, aquele que alimentava o sentimento de liberdade política, o voto secreto e a justiça social, organizou um grupo tenentista no estado do Rio Grande do Sul. Logo depois, em abril de 1925, essa grande levante tenentista Gaúcha, juntamente com um grupo rebelde paulista, iniciou a excepcional marcha pelo Brasil. A Coluna Prestes, que contava com aproximadamente mil e quinhentos homens, percorreu cerca de 25.000 quilômetros durante dois anos e meio e atravessou 11 estados. O nobre objetivo dessa extensa caminhada era conscientizar a população contra as injustiças sociais promovidas pelo governo republicano, e conseguir a adesão da população oprimida pelas oligarquias e da repressão contra eles empreendida pelo governo e o coronelismo.
Porém, a invencível coluna dissolveu-se em 1927. O “Cavaleiro da Esperança”, como Prestes ficou conhecido, autorizou seus homens a pararem para tomarem seu próprio destino. Estavam eles incapacitados de adquirir vitória sobre o poderoso governo. Entretanto, ela se sobressai por tomar a iniciativa de denunciar a situação política e social do país à população, ou seja, incitava uma participação popular. Enfim, essa grande façanha ficou e ficará no coração da história do Brasil, graças a audácia e a coragem dos revoltosos da Coluna Prestes.
Essa crônica sobre o envolvimento emocionante do combatente Luis Carlos Prestes está coberta de inverdades e mitificações. O guerrilheiro Prestes, junto de sua súcia, não lutou por causas nobres relacionadas ao Estado do Rio Grande do Sul, uma vez que os gaúchos não eram favoráveis a tal movimento anti-republicano. Além disso, o movimento fracassou devido às condições insustentáveis sob a qual o ardiloso capitão da revolução mantinha seus seguidores, que morreram pelo caminho ou desertaram após reconsiderarem o porquê de estarem naquela luta infalivelmente inútil. O jornal Coluna Anti-Prestes quer esclarecer que o mito que Prestes se tornou é exatamente isso: um mito, uma falácia, uma inverdade. O folclórico personagem que defendeu o povo da funesta opressão sob a qual viviam os interioranos é completamente irreal, e não tem relação alguma com a verdade. É deprimente ler tantas inexatidões publicadas na rede mundial de computadores.
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirSou obrigado a discordar do comentário anterior a respeito do companheiro Prestes. O movimento liderado por Luis Carlos contou sim com apoio, inclusive de partidos e outros grandes militares do Rio Grande do Sul. As baixas que ocorreram durante a nossa marcha, citadas no comentário anterior, não foram por desistência de ideais, mas sim, por motivos maiores. Infelizmente ocorreram mortes, porém não foram em vão, nos uniu mais ainda na luta por um Brasil justo para seus cidadãos. É lastimável ter que ler uma manchete como esta, durante um momento tão importante da história de nosso país. Já está na hora dos jornais brasileiros retirarem seus antolhos. Avante Prestes!
ResponderExcluirFracassaram por falta de organização dos próprios revoltosos. Além disso, desagradavam e assustavam a população das comunidades por onde passavam , cometendo estupros e saques e levando doenças para essas regiões. Definitivamente uma vergonha!
ResponderExcluirA Revista Brasil Forte fala:
ResponderExcluirAmigos companheiros de ideais, concordamos inteiramente das verdades por vós expostas em tais postagens, uma vez que a luta foi sim justa e trouxe ao brasileiro a esperança de luta contra os lixos do país.
Saudações Tenentistas
Isso mesmo caros amigos. Sabemos que nossa revolução é feita para os que mais precisam e queremos tambem a retirada desse governo elitista!!
ResponderExcluirMiguel Carlos
Sempre Prestes...
A forma como a revolta é apresentada por aqueles que não a acompanharam de perto faz com que ela pareça realmente boa. Mas eu, que a segui pelo país vi que ela era voltada para interesses próprios e muitas vezes foi criminosa. Felizmente o povo também viu isso e não aderiu à essa revolta.
ResponderExcluir